sábado, julho 24, 2004

E tudo eram flores!

Essa foi a minha segunda banda do coração: Lírios! O som era mais voltado para o rock progressivo e dava margem para uma série de experimentalismos. A primeira vez que vi um show deles foi no Teatro de Arena Elza Osborne, na noite em que também tocou o Black Dog. Até então, as músicas não tinham vocal.  E apesar do instrumental ser muito bem trabalhado, lembro de ter achado que estava faltando alguma coisa para o som ficar 100%. Algum tempo depois, fui convidado para tocar violino em algumas músicas e aceitei ir ver um ensaio na casa dos guitarristas (os irmãos Marcos e Márcio). Todos da banda (menos eu) eram do bairro São Geraldo. A química entre nós funcionou desde o começo e, logo, eu estaria participando de todas as músicas (no violino e backing vocals e mais tarde, na guitarra também). O Lírios teve vários vocalistas ao longo do tempo: Denise, Carlinhos e Douglas ,fazendo pelo menos um show com cada um deles. Com Carlinhos (baixista do Rubro) participamos de um memorável festival no Restaurante Cupim, tiramos 1º lugar na semi-final (com uma apresentação quase perfeita), mas  perdemos a final para uma banda que tocava quase que só cover ( deixa o Michael saber disso)!!! Foi uma fase excelente e um dos mais criativos que vivenciei como instrumentista, nas letras e tudo mais. Vale lembrar que, após a saída do antigo baterista (Marcão), contamos com a presença do nosso velho conhecido dos tempos de Sanskrit : Cristiano ( mais conhecido como Bonito), e na casa do qual tivemos vários ensaios.
A banda, infelizmente, foi perdendo o pique de ensaios, devido ao fato de todo mundo estar trabalhando , quase sempre em horários incompatíveis, principalmente para uma banda tão grande como aquela (éramos 7!!). Chegamos a uma média de um show por ano e daí, quando nós fomos ver, já não nos reuníamos havia um tempão. A última vez foi num showzinho onde tocaríamos com outras bandas , inclusive uma do João Fera (tecladista dos Paralamas do Sucesso). Restou uma demo-ensaio e ótimas lembranças (como carregar os instrumentos que nem condenados, buscar lugar pra ensaiar e ter de acordar os dorminhocos do grupo - quase todos). A verdade é que nunca dissemos que a banda acabou. É como se, qualquer final de semana desses, possamos nos reunir e começar do mesmo ponto em que paramos, como se não tivesse havido interrupção alguma. Quem sabe?

Eu, Fábio, Marcão, Davi, Marquinhos e Márcio