domingo, agosto 08, 2004

Haveriam enigmas contraproducentes?

Filosofando um pouco...O simples fato de nos questionarmos sobre algum mistério profundo (ou mesmo simples) já não justificaria a sua existência? Explico. Se, após nos concentrarmos por horas, ou durante o tempo que for,em busca de respostas para a questão que nos aflige, damo-nos conta de que foi tudo em vão, uma perda de tempo, o fato mesmo de elaborarmos em torno daquilo não seria, ainda assim, um passo adiante? "Perder tempo" pensando e refletindo sobre isso e não sobre aquilo outro, não é inferir que, pelo menos, já conseguimos distinguir o que é mais importante? Pode o filósofo prescindir do banal, do trivial? Seria, afinal, mais importante o cinema do que o próprio filme? Talvez um dia percebamos que todas as fases pelas quais passamos são ou foram importantes (vejam bem, não estou dizendo imprescindíveis). E que não existe coisa alguma que seja inútil em si, apenas há pessoas que não encontram utilidade para elas. Pensando assim, passamos a contar mais com nossa criatividade e menos com o senso comum do que é prático e do que é descartável.
Questões erradas, às vezes, conduzem a respostas certas...