sábado, outubro 16, 2004

A busca do Graal

Há alguns anos, parei para folhear um livro chamado “He” (de Robert. A Johnson).Parte de uma trilogia que se completava com “She” e We”, seu texto era muito bem escrito, e simples de assimilar. Em “He”, temos a análise dos mitos como os de Parcifal e o Santo Graal, dos seus simbolismos e sua relação com a psique masculina. Vou dizer aqui um pouco do que se trata (espero que achem interessante) :
O Fisher King está ferido no Castelo do Graal. O mito nos conta que, anos antes, na adolescência, passeando pelos bosques, o Fisher King encontrou um acampamento abandonado. Havia ali, porém, um fogo aceso e um salmão assando no espeto. O rapaz ingenuamente serviu-se do pedaço de peixe e dessa forma queimou terrivelmente seus dedos. Numa reação instintiva levou os dedos à boca para aliviar a queimadura e, ao fazê-lo pôde sentir um pouco do gosto do salmão...
Analisando essa passagem do mito, o autor diz que somos todos Fisher Kings, que, em determinado momento nos damos conta que o mundo não é só alegria e felicidade. E que essa descoberta é essencial para o crescimento. A sensação do Paraíso perdido!
Pode ser uma situação em que nos sentimos tremendamente injustiçados, por exemplo.
Ele cita o caso de Jung, que, certa vez, fez um trabalho tão brilhante que seu professor o acusou de plágio, elogiando apenas os dos colegas. “Jung nunca mais confiou naquele homem, e talvez nunca mais tenha confiado no sistema escolar depois desse incidente.
Mais à frente, é dada a solução para isso. A cura para feridas como a do Fisher King se dariam através de um resgate desse lado ingênuo que perdemos em determinado ponto da caminhada. A ingenuidade que Parcifal possui (e que permitirá que um dia ele alcance seu objetivo).
A procura pelo Graal, assim, seria a busca de uma Re-integração com Deus e o Universo!
Vai saber...
Vivenciamos sempre algum arquétipo