terça-feira, março 29, 2005

Imperfect Strangers

Como já dizia o velho deitado: "cada macaco com a sua cumbuca"! Breve histórico:
Lá por volta dos 16/ 17 anos , após um tempos freqüentando os Luso City da vida (esse é um evento que rola todo ano no bairro onde eu moro e que reúne os playboys da área), percebi que aquele estilo de vida estava longe de me satisfazer.
Acho que sempre fui meio outsider mesmo. Aos 18 , reencontrei amigos de infância que tinham banda de rock e pensei ter encontrado definitivamente (como já dizia o Rain Man) a minha praia. Pouco tempo depois, já tinha minha própria banda e ia aos shows do Arena, Garage, Lua Estrela e outros refúgios cariocas dos batedores de cabeça.
Hoje em dia, é meio estranho. Pois, me sinto outsider mesmo nesses lugares. Andando com os amigos da família Barroso por uma rua onde plays, góticos, funkeiros e headbangers se misturam, tive a exata sensação de ser um peixe fora d'água em qualquer um desses ambientes.
Claro que também conta o fator faixa etária, mas num mesmo dia encontramos o ex-vocalista do Ravena ali do lado dos plays e um guitarrista e um baixista amigos nossos (e da nossa geração) bebendo cerveja com uma galera mais nova do lalo dos roqueiros.
Pode não parecer, mas tem uma multidão lá fora que caminha sozinha (mesmo estando no meio da muvucada)!
Auto-definição da semana: Sou um estrangeiro que não fala muito bem a língua local, observa a comunidade como um antropólogo atribulado e intrigado, e parte ao som daquela musiquinha ao piano que tinha ao final de cada episódio do Incrível Hulk .