sexta-feira, maio 13, 2005

Naturalmente

Quem dera, ser "eu mesmo"
Menos expressão máxima do egoísmo
Muito mais meu auto-projeto
Não tanto o que esperam de mim
Mesmo que o seja de vez em quando
Não excluo o prazer do outro
Afinal, alegria é reflexo
Não precisa compreender
É só respeitar minha camisa amarrotada
Até tive tempo de passá-la hoje de manhã
Mas preferi usá-la assim, naturalmente
Aliás, desabotoei toda ela
Pro meu peito ver o Sol
E saber que há um sopro de vida
Em cada ato de plena vontade
Inconseqüência sem armas nem escudos
A energia de quem não deve nada a ninguém
Além do que ele próprio merece
A chance de mostrar quem é
E poderia ser sem o míope olhar público
"Eu mesmo"...
Dane-se o espelho e suas criticazinhas vãs
Que me diga, pelo menos uma vez
Coisas mais importantes
Que a barba mal-feita
Assim, está perfeito!