segunda-feira, maio 23, 2005

Todo dia era dia de índio...

A areia da ampulheta (eu disse ampulheta!)
Se esvaiu um pouco mais
E Bráulio e Amélia não se casaram
Pois viram que o casamento estava
Predestinado a ser uma instituição falida
Resolvendo apenas juntar os trapinhos
E gozar bastante a vida
E como gozaram!!!
Bráulio comporia mais tarde a primeira canção de amor
Da história da humanidade

Aquela que dizia que:
Amélia é que era mulher de verdade !!!
(Isso numa época em que não havia travestis por aí)
Ela fazia gato e sapato dele
E ele adorava aquilo!!!
Lambia seus pés (e outras partes do seu corpo
que não posso citar aqui)
E os dois tinham orgasmos múltiplos
Nem lembravam mais do Edifício Éden
Em Copacabana
(Que já não era tão bacana
e vivia tendo bala perdida como qualquer outro
bairro das grandes metrópoles !)
Iam à igreja aos domingos
E acendiam um incenso durante a semana
Ouviam Genesis direto
E viviam plantando bananeira!!!
Antes de cada trepada
Comiam torta de fruto proibido
Depois, trocavam carícias
Esfregando os pés nos pés do outro...
O que dava vontade de fazer de novo
E de novo e de novo e de novo....
Sim, também tinham que trabalhar
Para pagar suas contas
Mas possuiam tanto daquilo que Freud
Chamaria de pulsão de vida
Que iam levando
Bom, a Amélia levava muito mais
(Se é que me entendem...)
E ela adorava aquilo !!!!