sábado, junho 11, 2005

Sem os véus que nos cobrem

Penetrando um pouco (no bom sentido) no mundo de(a) Matrix, é levantada a seguinte questão:
Digamos que você estivesse num sonho do qual não conseguisse acordar... O que seria sonho? E o que seria real?
Alguns diriam que o real é a conta que se tem para pagar...
Já o brujo Don Juan Mattus falava que a realidade é uma espécie de consenso, uma sugestão hipnótica em massa de tomate Elefante.
Em Matrix I, uma criança que consegue entortar uma colher com a força do pensamento diz a Neo que o faz justamente porque "sabe" que a colher não existe...
Só pra lembrar, as nossas lembranças (trocadilho miserável esse, eu sei) nunca são exatamente um retrato fiel daquilo que experenciamos.
Assim, somos levados a crer que pelo menos "nós" somos reais...
Daí a necessidade cartesiana de crer que "penso, logo existo"!
Mas, a pergunta continua: serei aquilo que penso?
Uma coisa é certa: queria que as contas que continuam chegando todo mês fossem como a colher do filme...