domingo, julho 10, 2005

Das Coisas Efêmeras

O que é eterno muitas vezes
Torna-se insípido
Para nós que estamos acostumados
Ao doce sabor das coisas efêmeras!!!

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O que é fugaz,
Quase sempre brilha mais
Como as estrelas que explodem
Pouco antes que no vasto breu se apaguem
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Bilhões de anos nada são
Comparados ao êxtase
Que se alcança num piscar de olhos
Enquanto a areia escoa
A mente conta, sente o coração
Quando o impulso primevo e a vida, face a face
Captam o som além do sussurro que pelo quarto ecoa
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E o que é o eco senão a vontade
De repetir e preservar o instante
Sublime e tão almejado,
Razão, início e ápice de tudo
Ponto alto que a lembrança canta
Lua que insiste em brilhar quando o Sol levanta
Mantra perfeito que nos deixa mudos num segundo

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Bom, alguns podem questionar o que faz este poema quase erótico perdido por aqui (apesar do nome sugestivo deste blog) , mas não podem negar que existe algo de gozado nisso tudo (no bom sentido, claro) ! huahuahua