domingo, outubro 23, 2005

Tinha uma pedra no meio do rinzinho

Alguém aí sabe o que é uma crise renal? Só posso dizer que é sinistro. Sempre ouvi dizer que é uma das piores dores que uma pessoa pode sentir. E , de fato, foi como se tivessem juntado todas as dores que senti na vida num dia só e elevado ao quadrado. Se fosse possível, preferia mil vezes dar à luz uma criança... pode rir... mas é foda!
Acho que tenho pensado e sentido demais a minha vida toda. Somatização? Talvez...
Será que os hindus e budistas estavam certos?
Uma coisa é certa, eu dou importância demais a determinadas coisas - a seriedade parece um caminho sem volta - e os extremos são quase sempre perigosos.
Será a loucura o ponto de equilíbrio?
Quero ver renascer o palhaço de antes, mas sem máscaras. Sem bater palma pra maluco dançar. Com lucidez para alcançar a paz. Com simplicidade pra me alegrar com as pequenas vitórias. Com a confiança de que amanhã sempre pode ser bom pra caralho.
Com ao menos uma certeza: o nosso espírito não se quebra nunca, apesar de termos essa impressão.
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Ouvindo direto: Carry On (Angra) e Dust in the Wind (Kansas)
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Esqueci de dizer uma coisinha: não deixe que a sua cabeça calcule demais, ou seus rins podem querer contribuir com os cálculos também! huahuahua Ah, vai, essa foi boazinha...

quarta-feira, outubro 19, 2005

Alguém que se importava um bocado...

Às vesperas de referendo, resolvi postar a letra de uma música que o Elton John compôs na época da morte de um dos caras que pregaram a paz no mundo de forma mais veemente: John Lennon (quem nunca cantou ou, pelo menos, não se lembra de Give Peace a Chance?).

(Empty Garden)
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What happened here as the new york sunset disappeared?
I found an empty garden among the flagstones there
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Who lived here? He must have been a gardener that cared a lot
Who weeded out the tears and grew a good crop and now it all looks strange
It’s funny how one insect can damage so much grain
And what’s it for this little empty garden by the brownstone door
And in the cracks along the sidewalk nothing grows no more
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Who lived here? He must have been a gardener that cared a lot
Who weeded out the tears and grew a good crop and we are so amazed
We’re crippled and we’re dazed - a gardener like that one no one can replace
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And I’ve been knocking but no one answers, and I’ve been knocking most all the day
Oh and I’ve been calling oh hey hey, Johnny ! Can’t you come out to play?
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And through their tears some say he farmed his best in younger years
But he’d have said that roots grow stronger if only he could hear
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Who lived there? He must have been a gardener that cared a lot
Who weeded out the tears and grew a good crop, now we pray for rain
And with every drop that falls- we hear, we hear your name
Johnny, can’t you come out to play in your empty garden?

sábado, outubro 15, 2005

Ou ficar a Pátria livre ou morrer pelo que mesmo?

Muitos podem achar estranho mas, ao longo do tempo, adquiri certa aversão ao termo patriotismo. O conceito surge pra falar de um (pretensamente) saudável amor à pátria. Acontece que ele acaba, querendo ou não, limitando o nosso amor.
Sabemos que o ser humano pode ser profundamente chegado ao próprio umbigo, assim, tudo o que nos interessa preservar é o que é meu: minha pessoa, minha casa, minha família, meu bairro etc. até chegar ao ponto máximo que o nosso egoísmo consegue alcançar: minha pátria!
Claro que vai uma distância grande do fanatismo que existe no futebol (onde não se basta torcer para o nosso time ganhar, mas também para que a seleção do outro país se estrepe) e o que cria aberrações com o Nazi-fascismo de Hitler e Mussolini. Mas a idéia é a mesma: sempre queremos puxar a brasa pra nossa sardinha.
Gosto muito da resposta dada por um dos Mutantes sobre o fato deles usarem guitarra, instrumento estranho aos tupiniquins até então, e que dizia que o violão tinha vindo de Portugal, o samba da África e por aí vai.
Talvez se o Brasil fosse do tamanho do Vaticano, caíssemos na real da balela que é a noção de Nação (trocadilho involuntário rsrs)! Ou não...
A verdade é que a divisão do mundo em territórios é um apartheid, uma separação, não só espacial, mas de espíritos! Caso haja uma guerra, lá vão nossos pobres soldados defender "nossos" interesses, matar o inimigo "malvado".
Cara, quando conseguirmos enxergar que a humanidade é uma só e que devemos cuidar de todo o planeta, tenho certeza de que virão alienígenas só para o ser humano arrumar briga com alguém!

quarta-feira, outubro 12, 2005

É, definitivamente...

Com esse papo do pessoal querendo se matar pelo desarmamento (ou não) , invasão do Paraguai pelos EEUU no intuito de garantir estrategicamente uma quantidade significativa de água potável ( que daqui a poucos anos, dizem, pode se tornar tão rara como petróleo) e todas as duplas sertanejas querendo seguir o caminho do sucesso dos 2 Filhos de Francisco, só uma coisa me vem à cabeça: "Fudeeeu! Fudeeeu! Holocausto, não! Holocausto, não!!!"*
*sei que só o Filipensses deve ter entendido essa... rsrs

quarta-feira, outubro 05, 2005

After the lamb...

Acabo de chegar do show do Musical Box. O espetáculo foi além do esperado! Primeiro porque a voz do vocalista que faz as vezes do Peter Gabriel tem um timbre que se assemelha muitíssimo com o do ex-líder do Genesis. Em segundo lugar, a voz do baterista e backing vocal da banda tb lembra enormemente a do Collins. Terceiro porque os músicos executaram com perfeição cada passagem e at last, but not least... Os caras ainda levaram de quebra a música que dá nome ao grupo (Musical Box) e Watcher of the Skies!!!
Aí, amigos, fudeu! Só posso terminar dizendo que eu curti o show pra caralho (pena que os detratores das bandas cover não percam seu tempo com bobagens como essa... rsrs) ! ! !