sábado, outubro 15, 2005

Ou ficar a Pátria livre ou morrer pelo que mesmo?

Muitos podem achar estranho mas, ao longo do tempo, adquiri certa aversão ao termo patriotismo. O conceito surge pra falar de um (pretensamente) saudável amor à pátria. Acontece que ele acaba, querendo ou não, limitando o nosso amor.
Sabemos que o ser humano pode ser profundamente chegado ao próprio umbigo, assim, tudo o que nos interessa preservar é o que é meu: minha pessoa, minha casa, minha família, meu bairro etc. até chegar ao ponto máximo que o nosso egoísmo consegue alcançar: minha pátria!
Claro que vai uma distância grande do fanatismo que existe no futebol (onde não se basta torcer para o nosso time ganhar, mas também para que a seleção do outro país se estrepe) e o que cria aberrações com o Nazi-fascismo de Hitler e Mussolini. Mas a idéia é a mesma: sempre queremos puxar a brasa pra nossa sardinha.
Gosto muito da resposta dada por um dos Mutantes sobre o fato deles usarem guitarra, instrumento estranho aos tupiniquins até então, e que dizia que o violão tinha vindo de Portugal, o samba da África e por aí vai.
Talvez se o Brasil fosse do tamanho do Vaticano, caíssemos na real da balela que é a noção de Nação (trocadilho involuntário rsrs)! Ou não...
A verdade é que a divisão do mundo em territórios é um apartheid, uma separação, não só espacial, mas de espíritos! Caso haja uma guerra, lá vão nossos pobres soldados defender "nossos" interesses, matar o inimigo "malvado".
Cara, quando conseguirmos enxergar que a humanidade é uma só e que devemos cuidar de todo o planeta, tenho certeza de que virão alienígenas só para o ser humano arrumar briga com alguém!