domingo, novembro 13, 2005

Elocubrações em torno das emoções "negativas"

A mente humana é fascinante. Quem percorre esse labirinto que é a nossa psique, normalmente o faz seguindo o novelo deixado pelos Freuds, Jungs, Reichs, Lacans e outros que passaram pelos seus corredores anteriormente.
Tomemos, por exemplo, duas emoções ditas negativas: a tristeza e a raiva.
Numa situação de mágoa, seja a briga séria com um grande amigo ou qualquer outra em que o indivíduo se sinta ultrajado, há as duas alternativas. Você pode achar que foi injustiçado e ficar pra baixo, ou adotar a postura de que o outro é um F.D.P. que ainda vai engolir o que disse !
No primeiro caso, podemos dizer que há uma emoção incapacitante, onde o sujeito se vê passivo e pequeno em sua dor. No segundo, teríamos uma emoção que impulsiona, de certo modo, a ir pra frente (vc já ficou puto da vida com algo que lhe disseram e prometeu a si mesmo que iria ter sucesso em seus objetivos apesar do que foi dito?). Não deixa de ser um mecanismo de fuga, muitas vezes, pois, em ambos os casos, a pessoa se vê como vítima de algo ou alguém. Também ambos os estados têm seus prós e seus contras...
Claro que também há uma terceira via que é não se deixar abater nem enfurecer pela situação, por mais grave que pareça. Mas isso talvez seja mais próprio dos monges tibetanos. Inteligência emocional é um termo ainda relativamente novo em nosso vocabulário...
E você? É mais de ficar down ou de mandar para aquele lugar?
OBS: Bru, não sei se falei muita abrobrinha, se puder nos ajudar a descascar esse pepino...